Fadiga Pandêmica

Fadiga Pandêmica / Foto: Divulgação

 

O que é Fadiga Pandêmica?

Fadiga pandêmica é o estado emocional que é vivenciado em decorrência da pandemia do COVID-19.

 

Caracterização da Fadiga Pandêmica

A Fadiga Pandêmica caracteriza-se, principalmente, pela exaustão física e mental que o prolongamento desse período causa.

Isso acontece pelo fato de que, quando vivenciamos uma situação estressora (algo que nos gera estresse), saímos da zona de conforto.

Nosso organismo, por sua vez, tem uma resposta natural de lutar para retornar ao equilíbrio, funcionando de modo a diminuir o gasto de energia.

Entretanto, quando falamos em propagação exacerbada do vírus, vários fatores fogem do nosso controle, dificultando nossa adaptação à situação atual, que por sua vez, desencadeia o esgotamento físico e mental.

 

A Pandemia e o isolamento social

De acordo com Alves, et.al (2020) “o longo período de isolamento e o confinamento social; a privação da comemoração de datas festivas tradicionais; o home office e a divisão de papéis do profissional e o doméstico no mesmo lugar; o ensino a distância das escolas e faculdades; falta de privacidade em casa; […] aumento da convivência familiar; proibição dos rituais fúnebres, causando a vivência de um luto incompleto; sensação de culpa e abandono por não poder acompanhar um parente no hospital; situação econômica instável; incertezas e a dificuldade em fazer planos.”

Elementos que, no período vigente, potencializam os fatores estressores causados pelo excesso ou diminuição do convívio biopsicossocial e cultural.

 

Possíveis sintomas

  • Falta de esperança, algo que possa motivar seguir em frente;
  • Tensão emocional que desgasta, desmotiva e esgotam o sujeito tanto no âmbito emocional;
  • Ansiedade e/ou depressão;
  • Apatia;
  • Procrastinação;
  • Embotamento social no casamento ou outros relacionamentos;
  • Cansaço sem causa aparente;
  • Dores de cabeça tensionais;
  • Alterações no sono;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Compulsões alimentares e compulsões por compras online;
  • Dependência em internet, redes sociais, filmes e séries.

 

Como amenizar esses conflitos?

  • Respeite seus limites balanceando o tempo de descanso do trabalho e outras atividades;
  • Desconecte das redes sociais e filtrem os noticiários, cuidando para não consumir muitos conteúdos que aumentam a vivência de sentimentos desconfortáveis e não ajudam no momento;
  • Construa novos hábitos, obtenha ou retome seus hobbies;
  • Pratique o autocuidado, que pode ser construído de maneira autônoma com disposição individual, familiar e comunitária;
  • Priorize as socializações que ajudam a atravessar esse momento atípico;
  • Promova saúde, se previna das doenças mantendo-se saudável com ou sem o auxílio de um agente de saúde;
  • Procure um psicólogo para que ele acolha suas angústias o oriente no trato de emoções sem julgamentos e alimente seu espírito praticando ações de autocompaixão.

Nesse momento é indispensável a ferramenta do autocuidado, desenvolvendo diálogos estratégicos entre a saúde física e mental, pois uma interfere e complementa a outra.

 

Preconceito com a Saúde Mental

Infelizmente ainda é comum algumas pessoas desvalorizarem os cuidados com a saúde mental ou até zombarem de outras que tem algum diagnóstico ou fazem acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. “Mente fraca”; “Falta de Deus”, dentre outros preconceitos.

Propagar tais pensamentos pode ser perigoso tanto para quem diz, como para quem escuta.

Estamos falando sobre ciência. E, da mesma forma que existem estudos para tratar quem quebrou um pé, também existem estudos para tratar pessoas que não estão bem emocionalmente.

É preciso desconstruir esses estigmas para que eles não impeçam quem precisa de procurar ajuda. Todo mundo merece cuidar da saúde!

 

Sou egoísta?

Cuidar de si mesmo, não é egoísmo, na verdade pode ser uma maneira de ajudar o mundo. Você sabe por que a orientação quando entramos em um avião é que “em caso de despressurização máscaras de oxigênio cairão… Coloque-as PRIMEIRO EM VOCÊ e depois na criança ou ajude quem pode estar precisando?”

Porque, se não cuidarmos de nós mesmos, é difícil termos condições de cuidar de um outro alguém.

Por isso, faça por você, faça pelo outro. Pratique o autocuidado. Não existem regras! Pense em ações que te façam bem e permita-se separar um tempo para isso.

 

 

Carlos Eduardo Cardozo: Psicólogo e gerontólogo com experiência clínica e ambulatorial.

 

Referência: ALVES, Verlene de Sousa Castro; CLEMENTINO, Marcela Helena de Freitas; GOMES, Igor Emanuel Vasconcelos e Martins.. Fadiga na pandemia. São Paulo: E-book, 2020.

 

 

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