Indicadores assistenciais: importante ferramenta para a qualidade

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Foto divulgação

Indicadores assistenciais são ferramentas muito valiosas para a mensuração da qualidade assistencial e para sua melhoria contínua.

O médico baseia-se em evidências clínicas e laboratoriais para propor tratamentos e procedimentos com o intuito de melhorar o prognóstico de seus pacientes, seja em seu consultório, seja no hospital. Da mesma forma, os administradores hospitalares precisam contar com evidências que direcionem, com assertividade, onde estão os pontos positivos e aqueles que precisam ser melhorados dentro da sua instituição, seja em uma ILPI de pequeno porte ou em um hospital geral.

No entanto, é necessário conscientizar a equipe sobre a importância do uso correto dos indicadores assistenciais.

Além disso, contribuem, também, com uma expressiva melhoria do processo decisório e do gerenciamento das boas práticas de saúde dentro das instituições.

Vila Vida e o NSP

Na Vila Vida, acompanhamos, através do nosso NSP (Núcleo de Segurança do Paciente), diversos indicadores, dentre eles podemos citar:

  • Incidência de quedas dos pacientes;
  • Incidência de Lesão por pressão;
  • Incidência de ITU (infecção do trato urinário);
  • Incidência de não conformidade na cadeia medicamentosa (administração de medicamentos);
  • Incidência de broncoaspiração;
  • Incidência de episódios diarreicos;
  • Consumo de álcool gel x paciente-dia;
  • Taxa de rotatividade da equipe de enfermagem;
  • Taxa de mortalidade;
  • Taxa de re-internação (remoção para hospitais);
  • Taxa de ocupação.

Quedas em idosos

Vamos pegar o índice de quedas como exemplo. Segundo David Oliver (médico geriatra britânico, que foi presidente da British Geriatrics Society entre 2014 e 2016), em seu artigo “Preventing falls and fall-related injuries in hospitals”, em um hospital de primeiro mundo, o índice de quedas deve variar entre 3 e 5 para cada 1.000 pacientes-dia (soma da quantidade de pacientes por dia, dividido pela quantidade de dias do intervalo desejado).

Raramente, as quedas distribuem-se uniformemente por todo o hospital. Os setores que mais contribuem para o aumento do índice de queda, são a neurologia, unidades de reabilitação e áreas dedicadas aos cuidados à idosos.

No artigo, David Oliver diz que em hospitais psiquiátricos especializados em idosos, o índice pode variar de 17 a 67 quedas por 1.000 pacientes-dia.

Quedas em ILPI

Em primeiro lugar, não existem dados muito precisos sobre as quedas dentro das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), mas levando-se em conta as informações acima, imagina-se um alto índice dentro destas instituições.

Aqui na Vila Vida, no entanto, trabalhamos com uma meta de 3 quedas por 1.000 pacientes-dia. É uma meta ousada, extremamente difícil de atingir. Fechamos o ano de 2020 com uma média geral de 6,5 quedas por 1.000 pacientes-dia.

Em suma, é um resultado fantástico, que só foi possível pelo grande esforço de todo o time da Vila Vida. Estamos trabalhando em novas tecnologias, novos processos, melhoria na capacitação, e teremos, em breve, resultados ainda melhores!

 

Rui Coelho – diretor presidente da Vila Vida, formado em Administração de empresas pela PUC-SP e pós-graduado em gerontologia pelo Albert Einstein.

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